Hoje eu tô sozinha e não aceito conselho.
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar, aí é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior.
Por Ana Carolina
quinta-feira, janeiro 27, 2011
segunda-feira, janeiro 24, 2011
O melhor de mim
Sofremos pelo que não temos, e muitas vezes, pelo que acreditamos que era nosso, e na verdade, nunca foi.
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar. Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.
Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas as vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância, a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, em simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe, e se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada, vida.
Por Paulo Roberto Gaefke
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar. Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.
Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas as vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância, a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, em simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe, e se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada, vida.
Por Paulo Roberto Gaefke
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Para quem quer recomeçar
Para recomeçar, é preciso primeiro saber onde se está e para onde se quer ir. Depois, depois de tudo resolvido, escolhas feitas, é que podemos iniciar o caminhar. O bom começo demanda um bom fim. Então, para recomeçar, permitir-se um novo amor, que tal trabalhar internamente para zerar o que ficou?
A questão é que, muitas vezes, quando saímos de um relacionamento nos sentimos perdidos. Um pouco porque nos abandonamos, e, de outro lado, porque nos imaginamos abandonados. Quem já não saiu de um relacionamento com a sensação de rejeição, de ter se doado demais, de ter perdido tempo? De perder-se de você mesmo? Quem já não culpou o outro por esses sentimentos, isentando-se de qualquer responsabilidade?
Escolhas
Pois é. A maioria de nós age exatamente assim. Não temos noção de que tudo o que nos ocorre foi provocado por uma ou outra decisão que tomamos. Por uma ou outra escolha que fizemos. E por que então só acontece conosco? Por que escolhemos tudo o que não “presta”?
Fácil responder. Difícil praticar quando estamos perdidos em nossos medos, nas nossas dúvidas, nas nossas questões. Impossível compreender com o coração: aprender, mudar a escolha… E, então, se não conseguimos aprender, aparecerá no nosso caminho provas ainda mais e mais complexas, situações cada vez mais caóticas, mas com um mesmo tom. Tudo, até gritarmos “basta!” Já recebemos o suficiente!
Por favor, é preciso que estas situações sirvam aprender, transformar, mudar! Como muitos dizem, uns aprendem pela dor, outros pelo amor. E, no final, só há uma certeza! Deus estará sempre lá para nós para celebrar conosco nossa vitória, seja ela qual for. Talvez não aquela que imaginávamos precisar. Mas, ainda assim trata-se de um caminhar…
Preparar-se
Por isso, não importa o que venha acontecer no meio tempo entre uma relação e outra. O que conta é como vamos nos preparar para recomeçar.
Primeiro, reencontrar a nós mesmos, nossos valores e necessidades. Depois, reencontrar outro, com também seus valores e necessidades. E, então, por que não iniciar uma caminhada juntos?
Às vezes fico aqui pensando se você leitor acha tudo isso fácil, simples? Seria simples se não complicássemos. Se não colocássemos tantos senões, tanta idealização em cima da relação, de nós mesmos e também do outro.
Seria sim, muito mais fácil se pudéssemos viver ao invés de sobreviver a um ou outro ataque de ansiedade e insegurança… Tudo seria muito mais possível se cuidássemos de nós para então cuidar do outro. Se nos amássemos para então amar o outro, se nos respeitássemos para então respeitar o outro.
O ponto central disso tudo? O pensar e o refletir sobre o renascer, o abrir-se para o novo. Afinal, não dá para receber do outro o que não nos damos. Não dá para enxergar no outro o que não vemos em nós.
Reencontro
Então reflita esta semana. Pense onde está falhando com você mesmo. Não me entenda mal. Não leve isso como um puxão de orelhas. Saiba que também tenho meus momentos de distanciamento do ser, também me perco e, preciso de um tempo para me reencontrar.
E, quando estou assim, abandonada, me permito ficar mais presente e atenta. E, então, a mensagem me chega de diferentes maneiras. O que me liberta dessa dor pode ser uma palavra, um livro, uma flor, uma música, um gesto, qualquer coisa que me mostra o milagre que é estar viva, plena de saúde e paz.
Que seja também assim com você!
Erros, escolhas insensatas todos fazemos. Elas são feitas para que possamos aprender o que precisa ser aprendido. Então, que você possa retornar para o seu centro quantas vezes precisar. Que possa se ouvir mais, se olhar mais, que possa perdoar-se e dessa forma, viver melhor ao lado daqueles que ama. Amar, dar e receber.
Escolhas, sempre escolhas
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
A questão é que, muitas vezes, quando saímos de um relacionamento nos sentimos perdidos. Um pouco porque nos abandonamos, e, de outro lado, porque nos imaginamos abandonados. Quem já não saiu de um relacionamento com a sensação de rejeição, de ter se doado demais, de ter perdido tempo? De perder-se de você mesmo? Quem já não culpou o outro por esses sentimentos, isentando-se de qualquer responsabilidade?
Escolhas
Pois é. A maioria de nós age exatamente assim. Não temos noção de que tudo o que nos ocorre foi provocado por uma ou outra decisão que tomamos. Por uma ou outra escolha que fizemos. E por que então só acontece conosco? Por que escolhemos tudo o que não “presta”?
Fácil responder. Difícil praticar quando estamos perdidos em nossos medos, nas nossas dúvidas, nas nossas questões. Impossível compreender com o coração: aprender, mudar a escolha… E, então, se não conseguimos aprender, aparecerá no nosso caminho provas ainda mais e mais complexas, situações cada vez mais caóticas, mas com um mesmo tom. Tudo, até gritarmos “basta!” Já recebemos o suficiente!
Por favor, é preciso que estas situações sirvam aprender, transformar, mudar! Como muitos dizem, uns aprendem pela dor, outros pelo amor. E, no final, só há uma certeza! Deus estará sempre lá para nós para celebrar conosco nossa vitória, seja ela qual for. Talvez não aquela que imaginávamos precisar. Mas, ainda assim trata-se de um caminhar…
Preparar-se
Por isso, não importa o que venha acontecer no meio tempo entre uma relação e outra. O que conta é como vamos nos preparar para recomeçar.
Primeiro, reencontrar a nós mesmos, nossos valores e necessidades. Depois, reencontrar outro, com também seus valores e necessidades. E, então, por que não iniciar uma caminhada juntos?
Às vezes fico aqui pensando se você leitor acha tudo isso fácil, simples? Seria simples se não complicássemos. Se não colocássemos tantos senões, tanta idealização em cima da relação, de nós mesmos e também do outro.
Seria sim, muito mais fácil se pudéssemos viver ao invés de sobreviver a um ou outro ataque de ansiedade e insegurança… Tudo seria muito mais possível se cuidássemos de nós para então cuidar do outro. Se nos amássemos para então amar o outro, se nos respeitássemos para então respeitar o outro.
O ponto central disso tudo? O pensar e o refletir sobre o renascer, o abrir-se para o novo. Afinal, não dá para receber do outro o que não nos damos. Não dá para enxergar no outro o que não vemos em nós.
Reencontro
Então reflita esta semana. Pense onde está falhando com você mesmo. Não me entenda mal. Não leve isso como um puxão de orelhas. Saiba que também tenho meus momentos de distanciamento do ser, também me perco e, preciso de um tempo para me reencontrar.
E, quando estou assim, abandonada, me permito ficar mais presente e atenta. E, então, a mensagem me chega de diferentes maneiras. O que me liberta dessa dor pode ser uma palavra, um livro, uma flor, uma música, um gesto, qualquer coisa que me mostra o milagre que é estar viva, plena de saúde e paz.
Que seja também assim com você!
Erros, escolhas insensatas todos fazemos. Elas são feitas para que possamos aprender o que precisa ser aprendido. Então, que você possa retornar para o seu centro quantas vezes precisar. Que possa se ouvir mais, se olhar mais, que possa perdoar-se e dessa forma, viver melhor ao lado daqueles que ama. Amar, dar e receber.
Escolhas, sempre escolhas
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
sábado, janeiro 01, 2011
Encerrando Ciclos
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!
Autoria é atribuída à Fernando Pessoa. (Não encontrei outras referências.)
Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!
Autoria é atribuída à Fernando Pessoa. (Não encontrei outras referências.)
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