Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo
Sei lá se o que me deu foi dado
Sei lá se o que me deu já é meu
Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu
Vai saber se o que me deu quem sabe
Vai saber quem souber me salve
Vai saber o que me deu quem sabe
Vai saber quem souber me salve
Por C. Trevisan
Shirley Ribeiro
"Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona."
quinta-feira, março 03, 2011
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Desapego X Apego
Desapego... que exercício difícil para nós ainda presos ao ego humano... o apego é uma das maiores ilusões da vida terrena... apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro...
O apego é uma das fontes de maior sofrimento... quanta dor, quantas lágrimas por nada.
O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar... somente com o desapego é que podemos ter... ter o que é da alma... porque nós não temos... nós simplesmente somos... somos o que somos.
O sofrimento do apego se inicia aqui, na Terra, quando presos aos mayas* acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante... Claro que a prosperidade é um direito do ser, é estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse...
Alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 64 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2003... nós aprendemos na Luz e na sombra... temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias... tudo é cíclico... tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado.
Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos... não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos...
Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma... vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda...
E o que dizermos do apego emocional? Ah... é mais e muito mais dolorido!
Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós... e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços carmáticos profundos... e o mais irônico, para não dizer o mais triste, é que nos atrevemos, presos a esta visão distorcida, a chamar isto de amor! Mas temos que compreender que para atingirmos o Desapego e o Amor Maior, temos que vivenciar o apego e o amor terreno. São os nossos primeiros passos para alcançarmos a sabedoria dos Mestres.
Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados.
Na minha própria experiência de vida e na minha experiência profissional já tive a abençoada oportunidade de perceber esta distorção.
Na minha mente vêm, neste momento, dois ou três casos recentes que ilustram esta situação e vou citar um deles para que, através de uma profunda reflexão, sirva-nos como um aprendizado, porque a humanidade é interligada e um influencia o outro; o aprendizado de um altera o todo.
A Maria e o João foram casados por quase 20 anos. O João se apaixonou pela Joana e foi embora em busca da sua felicidade, real ou ilusória, não importa aqui. Isto já faz dez anos... O João foi embora mas continuou iludindo a Maria. Não permitia que ela se desprendesse dele. Visitava-a constantemente, a presenteava sempre, escrevia cartas dizendo da sua ligação com ela, que não conseguia esquecê-la, mas que não tinha forças para deixar a Joana pois ela era tão frágil... tão necessitada dele... e que a Maria sim, era forte, e como ele a admirava por isso e que a Maria poderia compreender e esperar que ele resolvesse a situação... e que tentaria resolver o mais breve possível e em algumas vezes até deixava transparecer que seu desespero era tão grande que poderia até se suicidar e que a Joana era tão dependente que se ele a deixasse provavelmente ela seria capaz de fazer uma loucura e o que seria dele? E a consciência e responsabilidade dele? Nunca mais se perdoaria. A Joana era tão depressiva... até tomava vários medicamentos... e a Maria nisso tudo? Um verdadeiro exemplo de desapego... negou a própria vida, parou de lutar por suas metas, escondeu-se atrás destas migalhas ilusórias e ficou aguardando esperançosa o retorno do João; ficou adiando ser feliz por todos esses anos... Quando o João retornasse como seriam novamente felizes!
Desapego? Amor incondicional? Baixa auto-estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional... é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo. Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós.
O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro.
Estejamos atentos aos mayas... aos autoboicotes... às migalhas que acreditamos merecer...
Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona.
Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.
Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!
* Mayas (do sânscrito): "Ilusão".
Por Ingrid Dalila Engel
O apego é uma das fontes de maior sofrimento... quanta dor, quantas lágrimas por nada.
O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar... somente com o desapego é que podemos ter... ter o que é da alma... porque nós não temos... nós simplesmente somos... somos o que somos.
O sofrimento do apego se inicia aqui, na Terra, quando presos aos mayas* acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante... Claro que a prosperidade é um direito do ser, é estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse...
Alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 64 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2003... nós aprendemos na Luz e na sombra... temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias... tudo é cíclico... tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado.
Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos... não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos...
Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma... vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda...
E o que dizermos do apego emocional? Ah... é mais e muito mais dolorido!
Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós... e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços carmáticos profundos... e o mais irônico, para não dizer o mais triste, é que nos atrevemos, presos a esta visão distorcida, a chamar isto de amor! Mas temos que compreender que para atingirmos o Desapego e o Amor Maior, temos que vivenciar o apego e o amor terreno. São os nossos primeiros passos para alcançarmos a sabedoria dos Mestres.
Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados.
Na minha própria experiência de vida e na minha experiência profissional já tive a abençoada oportunidade de perceber esta distorção.
Na minha mente vêm, neste momento, dois ou três casos recentes que ilustram esta situação e vou citar um deles para que, através de uma profunda reflexão, sirva-nos como um aprendizado, porque a humanidade é interligada e um influencia o outro; o aprendizado de um altera o todo.
A Maria e o João foram casados por quase 20 anos. O João se apaixonou pela Joana e foi embora em busca da sua felicidade, real ou ilusória, não importa aqui. Isto já faz dez anos... O João foi embora mas continuou iludindo a Maria. Não permitia que ela se desprendesse dele. Visitava-a constantemente, a presenteava sempre, escrevia cartas dizendo da sua ligação com ela, que não conseguia esquecê-la, mas que não tinha forças para deixar a Joana pois ela era tão frágil... tão necessitada dele... e que a Maria sim, era forte, e como ele a admirava por isso e que a Maria poderia compreender e esperar que ele resolvesse a situação... e que tentaria resolver o mais breve possível e em algumas vezes até deixava transparecer que seu desespero era tão grande que poderia até se suicidar e que a Joana era tão dependente que se ele a deixasse provavelmente ela seria capaz de fazer uma loucura e o que seria dele? E a consciência e responsabilidade dele? Nunca mais se perdoaria. A Joana era tão depressiva... até tomava vários medicamentos... e a Maria nisso tudo? Um verdadeiro exemplo de desapego... negou a própria vida, parou de lutar por suas metas, escondeu-se atrás destas migalhas ilusórias e ficou aguardando esperançosa o retorno do João; ficou adiando ser feliz por todos esses anos... Quando o João retornasse como seriam novamente felizes!
Desapego? Amor incondicional? Baixa auto-estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional... é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo. Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós.
O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro.
Estejamos atentos aos mayas... aos autoboicotes... às migalhas que acreditamos merecer...
Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona.
Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.
Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!
* Mayas (do sânscrito): "Ilusão".
Por Ingrid Dalila Engel
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Hoje Eu Tô Sozinha
Hoje eu tô sozinha e não aceito conselho.
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar, aí é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior.
Por Ana Carolina
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar, aí é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior.
Por Ana Carolina
segunda-feira, janeiro 24, 2011
O melhor de mim
Sofremos pelo que não temos, e muitas vezes, pelo que acreditamos que era nosso, e na verdade, nunca foi.
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar. Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.
Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas as vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância, a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, em simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe, e se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada, vida.
Por Paulo Roberto Gaefke
Sofremos, pela incerteza do amanhã que não nos pertence, mas que tentamos controlar. Sofremos pelas amizades e afinidades que tentamos dominar, possuir sem medidas, e que se afastam de nós.
Sofremos pela doença que podemos ter, pela gripe que pode virar bronquite, e nos abatemos.
Sofremos pelo medo do imponderável, pelo que não podemos medir, pelo que não vemos, mas as vezes, podemos ouvir, e nos trancamos.
Sofremos pelas nossas faltas, e nos abatemos com as dificuldades que criamos, e estagnamos.
Por isso, as notas que não tiramos, as provas que não passamos, os amores que não vivemos, o abraço que perdemos, os cadernos amarelados, os cheiros da infância, a velha chupeta guardada ou perdida, são doces lembranças, mas até nelas, sofremos.
Sofremos, porque não queremos nada simples, nem simplesmente viver, em simplesmente amar.
Temos medo de nos entregarmos definitivamente ao amor, medo de sofrer uma dor maior, por isso, sofremos, até pelo que não sabemos.
E hoje, sabendo que o sofrer é uma antecipação da dor que nem sempre viveremos, vou procurar conquistar aquilo que realmente me cabe, e se a dor me visitar, vai me encontrar mais forte, porque tenho a exata medida de tudo o que já passei, e sou o fruto maduro dessa árvore chamada, vida.
Por Paulo Roberto Gaefke
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Para quem quer recomeçar
Para recomeçar, é preciso primeiro saber onde se está e para onde se quer ir. Depois, depois de tudo resolvido, escolhas feitas, é que podemos iniciar o caminhar. O bom começo demanda um bom fim. Então, para recomeçar, permitir-se um novo amor, que tal trabalhar internamente para zerar o que ficou?
A questão é que, muitas vezes, quando saímos de um relacionamento nos sentimos perdidos. Um pouco porque nos abandonamos, e, de outro lado, porque nos imaginamos abandonados. Quem já não saiu de um relacionamento com a sensação de rejeição, de ter se doado demais, de ter perdido tempo? De perder-se de você mesmo? Quem já não culpou o outro por esses sentimentos, isentando-se de qualquer responsabilidade?
Escolhas
Pois é. A maioria de nós age exatamente assim. Não temos noção de que tudo o que nos ocorre foi provocado por uma ou outra decisão que tomamos. Por uma ou outra escolha que fizemos. E por que então só acontece conosco? Por que escolhemos tudo o que não “presta”?
Fácil responder. Difícil praticar quando estamos perdidos em nossos medos, nas nossas dúvidas, nas nossas questões. Impossível compreender com o coração: aprender, mudar a escolha… E, então, se não conseguimos aprender, aparecerá no nosso caminho provas ainda mais e mais complexas, situações cada vez mais caóticas, mas com um mesmo tom. Tudo, até gritarmos “basta!” Já recebemos o suficiente!
Por favor, é preciso que estas situações sirvam aprender, transformar, mudar! Como muitos dizem, uns aprendem pela dor, outros pelo amor. E, no final, só há uma certeza! Deus estará sempre lá para nós para celebrar conosco nossa vitória, seja ela qual for. Talvez não aquela que imaginávamos precisar. Mas, ainda assim trata-se de um caminhar…
Preparar-se
Por isso, não importa o que venha acontecer no meio tempo entre uma relação e outra. O que conta é como vamos nos preparar para recomeçar.
Primeiro, reencontrar a nós mesmos, nossos valores e necessidades. Depois, reencontrar outro, com também seus valores e necessidades. E, então, por que não iniciar uma caminhada juntos?
Às vezes fico aqui pensando se você leitor acha tudo isso fácil, simples? Seria simples se não complicássemos. Se não colocássemos tantos senões, tanta idealização em cima da relação, de nós mesmos e também do outro.
Seria sim, muito mais fácil se pudéssemos viver ao invés de sobreviver a um ou outro ataque de ansiedade e insegurança… Tudo seria muito mais possível se cuidássemos de nós para então cuidar do outro. Se nos amássemos para então amar o outro, se nos respeitássemos para então respeitar o outro.
O ponto central disso tudo? O pensar e o refletir sobre o renascer, o abrir-se para o novo. Afinal, não dá para receber do outro o que não nos damos. Não dá para enxergar no outro o que não vemos em nós.
Reencontro
Então reflita esta semana. Pense onde está falhando com você mesmo. Não me entenda mal. Não leve isso como um puxão de orelhas. Saiba que também tenho meus momentos de distanciamento do ser, também me perco e, preciso de um tempo para me reencontrar.
E, quando estou assim, abandonada, me permito ficar mais presente e atenta. E, então, a mensagem me chega de diferentes maneiras. O que me liberta dessa dor pode ser uma palavra, um livro, uma flor, uma música, um gesto, qualquer coisa que me mostra o milagre que é estar viva, plena de saúde e paz.
Que seja também assim com você!
Erros, escolhas insensatas todos fazemos. Elas são feitas para que possamos aprender o que precisa ser aprendido. Então, que você possa retornar para o seu centro quantas vezes precisar. Que possa se ouvir mais, se olhar mais, que possa perdoar-se e dessa forma, viver melhor ao lado daqueles que ama. Amar, dar e receber.
Escolhas, sempre escolhas
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
A questão é que, muitas vezes, quando saímos de um relacionamento nos sentimos perdidos. Um pouco porque nos abandonamos, e, de outro lado, porque nos imaginamos abandonados. Quem já não saiu de um relacionamento com a sensação de rejeição, de ter se doado demais, de ter perdido tempo? De perder-se de você mesmo? Quem já não culpou o outro por esses sentimentos, isentando-se de qualquer responsabilidade?
Escolhas
Pois é. A maioria de nós age exatamente assim. Não temos noção de que tudo o que nos ocorre foi provocado por uma ou outra decisão que tomamos. Por uma ou outra escolha que fizemos. E por que então só acontece conosco? Por que escolhemos tudo o que não “presta”?
Fácil responder. Difícil praticar quando estamos perdidos em nossos medos, nas nossas dúvidas, nas nossas questões. Impossível compreender com o coração: aprender, mudar a escolha… E, então, se não conseguimos aprender, aparecerá no nosso caminho provas ainda mais e mais complexas, situações cada vez mais caóticas, mas com um mesmo tom. Tudo, até gritarmos “basta!” Já recebemos o suficiente!
Por favor, é preciso que estas situações sirvam aprender, transformar, mudar! Como muitos dizem, uns aprendem pela dor, outros pelo amor. E, no final, só há uma certeza! Deus estará sempre lá para nós para celebrar conosco nossa vitória, seja ela qual for. Talvez não aquela que imaginávamos precisar. Mas, ainda assim trata-se de um caminhar…
Preparar-se
Por isso, não importa o que venha acontecer no meio tempo entre uma relação e outra. O que conta é como vamos nos preparar para recomeçar.
Primeiro, reencontrar a nós mesmos, nossos valores e necessidades. Depois, reencontrar outro, com também seus valores e necessidades. E, então, por que não iniciar uma caminhada juntos?
Às vezes fico aqui pensando se você leitor acha tudo isso fácil, simples? Seria simples se não complicássemos. Se não colocássemos tantos senões, tanta idealização em cima da relação, de nós mesmos e também do outro.
Seria sim, muito mais fácil se pudéssemos viver ao invés de sobreviver a um ou outro ataque de ansiedade e insegurança… Tudo seria muito mais possível se cuidássemos de nós para então cuidar do outro. Se nos amássemos para então amar o outro, se nos respeitássemos para então respeitar o outro.
O ponto central disso tudo? O pensar e o refletir sobre o renascer, o abrir-se para o novo. Afinal, não dá para receber do outro o que não nos damos. Não dá para enxergar no outro o que não vemos em nós.
Reencontro
Então reflita esta semana. Pense onde está falhando com você mesmo. Não me entenda mal. Não leve isso como um puxão de orelhas. Saiba que também tenho meus momentos de distanciamento do ser, também me perco e, preciso de um tempo para me reencontrar.
E, quando estou assim, abandonada, me permito ficar mais presente e atenta. E, então, a mensagem me chega de diferentes maneiras. O que me liberta dessa dor pode ser uma palavra, um livro, uma flor, uma música, um gesto, qualquer coisa que me mostra o milagre que é estar viva, plena de saúde e paz.
Que seja também assim com você!
Erros, escolhas insensatas todos fazemos. Elas são feitas para que possamos aprender o que precisa ser aprendido. Então, que você possa retornar para o seu centro quantas vezes precisar. Que possa se ouvir mais, se olhar mais, que possa perdoar-se e dessa forma, viver melhor ao lado daqueles que ama. Amar, dar e receber.
Escolhas, sempre escolhas
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
sábado, janeiro 01, 2011
Encerrando Ciclos
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!
Autoria é atribuída à Fernando Pessoa. (Não encontrei outras referências.)
Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão!
Autoria é atribuída à Fernando Pessoa. (Não encontrei outras referências.)
segunda-feira, novembro 08, 2010
Procura-se esperança desesperadamente
Pra onde foi a minha inspiração? Cadê? Uma preguiça de acordar. Uma preguiça de tomar banho, escolher uma roupa, escolher entre bolo de chocolate e suco de laranja. Tudo parece ter o mesmo gosto falso de paliativos. De forte somente a preguiça de contar de tantas preguiças.
Da cartilha do sucesso, que manda estudar, amar o que se faz e se relacionar bem, apenas amei. Nem isso faço mais. Sou uma péssima aluna.
Tenho a impressão de ter chegado ao topo de uma montanha, mas ela era muito alta e afastada e ninguém me viu.
Em vez de sucesso sinto segundos desejáveis de suicídio, vontade de pular lá de cima da montanha com o dedo desejando um último foda-se ao mundo. Nem que seja para fazer barulho e sujar o chão dos equilibrados. Nem que seja para fazer falta.
Cadê o gosto intenso de fugir do mundo com um segredo fatal? Não existem segredos fatais: todo mundo come todo mundo por caça e infelicidade. Somos animais tristes e não seres loucos e apaixonados. Eu me enganei tanto com o ser humano que ando com preguiça de me entregar.
Ninguém tem coragem pra mudar nada, ou apenas é inteligente para saber que a rotina chega de um jeito ou de outro, não adianta se mover.
Pra quem faço falta e aonde me encaixo? Aonde sou útil e pra quem sou essencial? Pra onde vou e aonde descanso? Pra quem e por quem vivo?
Freud mexeu três vezes no túmulo com a vontade de me dizer que devo viver por mim. Dane-se a psicanálise: é muito mais gostoso ter outros encantamentos, além do umbigo.
Não que esses encantamentos não sejam para agradar meu umbigo. Ok, fiz as pazes com Freud, que deve achar o egoísta um pouco menos doente que o depressivo.
Ou não, não fiz as pazes com Freud, que acha tudo farinha do mesmo saco e nem está prestando atenção em mim. Ele é só mais um a não enxergar o alto da montanha, mesmo porque ele está embaixo da terra. Incluo Freud no meu "foda-se o mundo". Que papo é esse?
A esperança desesperada por amor e reconhecimento profissional deixou escapar a cansada esperança que se assustou de desespero.
Perdi meu deslumbramento, a válvula propulsora da vida que tive até aqui.
Cansei de me encantar pelo difícil. Que tal um homem e um salário de verdade pra viver uma vida de verdade? Chega da miséria do sonho.
Chega de idealizar uma vida com um fone no ouvido. Eu quero tocar, eu quero cair das nuvenzinhas acima da minha cabeça.
Junto com meu deslumbramento, perdi boa parte de quem eu era. Boa parte tão grande que não tenho para onde ir. Sou uma sem-vida.
Junto com o meu deslumbramento, perdi o rumo: quem não sonha não sabe aonde quer chegar.
O sonho guia, leva longe. Mas de frustrado ele te faz retroceder alguns anos, te transforma em criança assustada. Sei disso quando durmo em posição fetal querendo ser devolvida ao quente da minha proteção primária. Freud volta a ser meu amigo.
Minha esperança é que o sonho esteja apenas cansado e depois de uma boa noite retorne colorido, musicado e perfumado. Eu disse a minha esperança? Então eu ainda tenho alguma? Nem tudo está perdido.
Estou deslumbrada com a vida, que te devolve à infância quando o mundo adulto atropela e fere. Lá na infância você se enche de sonhos e volta preparada para o mundo adulto, que se ocupa a frustrá-los todos novamente.
Eu disse que estou deslumbrada? Não, eu não disse, eu escrevi. Que papo é esse?
Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal mas vou sair dessa.
Por Autor Desconhecido
Da cartilha do sucesso, que manda estudar, amar o que se faz e se relacionar bem, apenas amei. Nem isso faço mais. Sou uma péssima aluna.
Tenho a impressão de ter chegado ao topo de uma montanha, mas ela era muito alta e afastada e ninguém me viu.
Em vez de sucesso sinto segundos desejáveis de suicídio, vontade de pular lá de cima da montanha com o dedo desejando um último foda-se ao mundo. Nem que seja para fazer barulho e sujar o chão dos equilibrados. Nem que seja para fazer falta.
Cadê o gosto intenso de fugir do mundo com um segredo fatal? Não existem segredos fatais: todo mundo come todo mundo por caça e infelicidade. Somos animais tristes e não seres loucos e apaixonados. Eu me enganei tanto com o ser humano que ando com preguiça de me entregar.
Ninguém tem coragem pra mudar nada, ou apenas é inteligente para saber que a rotina chega de um jeito ou de outro, não adianta se mover.
Pra quem faço falta e aonde me encaixo? Aonde sou útil e pra quem sou essencial? Pra onde vou e aonde descanso? Pra quem e por quem vivo?
Freud mexeu três vezes no túmulo com a vontade de me dizer que devo viver por mim. Dane-se a psicanálise: é muito mais gostoso ter outros encantamentos, além do umbigo.
Não que esses encantamentos não sejam para agradar meu umbigo. Ok, fiz as pazes com Freud, que deve achar o egoísta um pouco menos doente que o depressivo.
Ou não, não fiz as pazes com Freud, que acha tudo farinha do mesmo saco e nem está prestando atenção em mim. Ele é só mais um a não enxergar o alto da montanha, mesmo porque ele está embaixo da terra. Incluo Freud no meu "foda-se o mundo". Que papo é esse?
A esperança desesperada por amor e reconhecimento profissional deixou escapar a cansada esperança que se assustou de desespero.
Perdi meu deslumbramento, a válvula propulsora da vida que tive até aqui.
Cansei de me encantar pelo difícil. Que tal um homem e um salário de verdade pra viver uma vida de verdade? Chega da miséria do sonho.
Chega de idealizar uma vida com um fone no ouvido. Eu quero tocar, eu quero cair das nuvenzinhas acima da minha cabeça.
Junto com meu deslumbramento, perdi boa parte de quem eu era. Boa parte tão grande que não tenho para onde ir. Sou uma sem-vida.
Junto com o meu deslumbramento, perdi o rumo: quem não sonha não sabe aonde quer chegar.
O sonho guia, leva longe. Mas de frustrado ele te faz retroceder alguns anos, te transforma em criança assustada. Sei disso quando durmo em posição fetal querendo ser devolvida ao quente da minha proteção primária. Freud volta a ser meu amigo.
Minha esperança é que o sonho esteja apenas cansado e depois de uma boa noite retorne colorido, musicado e perfumado. Eu disse a minha esperança? Então eu ainda tenho alguma? Nem tudo está perdido.
Estou deslumbrada com a vida, que te devolve à infância quando o mundo adulto atropela e fere. Lá na infância você se enche de sonhos e volta preparada para o mundo adulto, que se ocupa a frustrá-los todos novamente.
Eu disse que estou deslumbrada? Não, eu não disse, eu escrevi. Que papo é esse?
Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal mas vou sair dessa.
Por Autor Desconhecido
sábado, outubro 23, 2010
Amor não se pede
Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo.
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.
Por Tati Bernardi
Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer espírito.
Mas amor não se pede, imagine só.
Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso.
Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso.
Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não.
Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira.
É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?
Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar.
Ele roubou sua leveza mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta.
Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa.
É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida.
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.
Por Tati Bernardi
domingo, outubro 03, 2010
O MELHOR CONSELHO DE UM VELHO PAI
Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse: Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou. Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.
Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando... Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados.
Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.
Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.
Na medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa...
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor se transforma em afeto.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração para sem avisar.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.
Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...
Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!
Por Autor Desconhecido
Indicado por Dany Ribeiro
Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando... Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados.
Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurava fazer novas amizades.
Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.
Na medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.
Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:
O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa...
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêem.
O amor se transforma em afeto.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração para sem avisar.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.
Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!
Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...
Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!
Por Autor Desconhecido
Indicado por Dany Ribeiro
quarta-feira, agosto 25, 2010
E p i t á f i o
Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer.
Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer.
Queria ter aceitado as pessoas como elas são.
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.
Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr.
Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor.
Queria ter aceitado a vida como ela é.
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar .
Por Sérgio Britto
Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer.
Queria ter aceitado as pessoas como elas são.
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.
Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr.
Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor.
Queria ter aceitado a vida como ela é.
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído.
O acaso vai me proteger enquanto eu andar .
Por Sérgio Britto
segunda-feira, agosto 16, 2010
Sotaque Mineiro
O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora. Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor. Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque. Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas. Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem "pó parar”. Não dizem “onde eu estou?”, dizem “oncotô?).
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido... Mineiras não usam o famosíssimo “tudo bem”. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício. Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô. Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa. Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir. Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”. Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom vai dizer: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Capaz... Se você propõe algo ela diz: capaz !!! Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo! Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "cê acha que eu faço isso!?" com algumas toneladas de ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu? Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: -Ah, nem... O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem... Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade... Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: Ah, fui lá comprar umas coisas...- Que' s coisa? – ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que. Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa “ni mim”.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau procê", "tchau procês". É útil deixar claro o destinatário do tchau.
Por Felipe Peixoto Braga Neto
Indicado por Marcelo Barbosa
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não. Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro - metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido... Mineiras não usam o famosíssimo “tudo bem”. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc). O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício. Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz:- Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô. Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa. Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um “vamos” completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas. Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir. Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: Ah, mãe, eu preciso de ir?
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu? Agarrar é agarrar, ora! Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras. Não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele “vive caçando confusão”. Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom vai dizer: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Capaz... Se você propõe algo ela diz: capaz !!! Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo! Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "cê acha que eu faço isso!?" com algumas toneladas de ironia.. Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu? Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: -Ah, nem... O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?". Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?
A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem... Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade... Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras. Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: Ah, fui lá comprar umas coisas...- Que' s coisa? – ela retrucará. O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que. Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa “ni mim”.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética. E diz tudo. Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau procê", "tchau procês". É útil deixar claro o destinatário do tchau.
Por Felipe Peixoto Braga Neto
Indicado por Marcelo Barbosa
quinta-feira, agosto 12, 2010
Que seja eterno?
O amor já deu certo. Dá certo. A questão é que – como tudo na vida – o bom e o ruim, ambos passam. Que seja eterno enquanto dure. Fica então a memória do que é um presente. Do que é nosso. Do que vivemos. E, é claro, a possibilidade de viver outro e mais outros amores enquanto existirmos…
Fica a oportunidade de tudo reviver. De enlouquecer por e para outro. Mudar tudo na vida, reorganizar os horários, rever o que fizemos e gostamos até então e depois incluir. Incluir novos ritmos, novos interesses, novos gostos. Trazer para perto tudo aquilo que duvidamos ser capazes de ousar fazer e – arrebentar!
Rir, chorar, gritar – tudo isso faz o amor. Aquele medo que nos faz estremecer, o qual não sabemos nem descrever se é de prazer ou terror… Nada, nada importa quando estamos assim, LOUCOS. LOUCOS DE AMOR. LOUCOS PELO OUTRO. LOUCOS PELA VIDA.
Nesse estado de graça, o tempo parece ganhar outra lógica. Caso estamos perto, passa rápido demais. Caso estamos longe, parece se alongar demoradamente… Sofremos com a distância… Sofremos com a presença – porque a sensação é de nos fundirmos com o outro. Decorar seus traços, seus abraços, seu sorriso. Somos só um.
Contagiamos, queremos ver todos de bem! Evocamos por isso os amigos, os que estão no nosso entorno. Os convidamos a amar encontrar-se, encontrar outro. Queremos que a nossa felicidade se expanda. Fazemos cara de bobos. Escrevemos cartas – agora nos novos tempos – e-mails, sms, tuitamos todo o tempo a nossa glória.
Entrega
Somos INVENCÍVEIS! E assim deve mesmo ser quando nos entregamos de corpo, alma, mente ao novo ser. À nova relação. Aqueles que estão amando sabem do que estou falando. Conhecem a sensação de querer voltar a ler poesias, escrever poemas, falar sobre e do amor, ouvir canções românticas, caminhar como se houvessem nuvens em vez de sapatos em nossos pés cansados.
Relaxar… Falar sozinho, rir do nada, emocionar-se com um pôr do sol, uma lua cheia, um céu de estrelas… O amor nos faz também poetas, seguros e inseguros…
E se afinal não existe vida sem amor – como afirmava Gabriel García Márquez –, que então seja eterno enquanto dure, replica o poeta Vinicius.
Resgate
O amor nos resgata dentro da nossa humanidade. Faz-nos tão bem que desperta o que temos de melhor. Acorda nossa energia, nos faz existir. É verdade que também nos expõe, parecer tolos, eternos adolescentes em busca de casa… Mas e daí?
O que acrescenta é tão positivo que o que eu quero mesmo é morrer assim – amando! Estar com o outro, falar o que vier na cabeça, sem se preocupar com verdades, mentiras – falar porque faz bem, constrói intimidade, amizade, nos faz um e outro mais íntegros, completos, amantes.
Tudo isso é amar. Fique irradiante. Essa energia também é sua. Vá para a vida. Abra-se para o novo. Experimente novas possibilidades. Outros amores. O tempo passa muito depressa para nos deixar abandonar. As relações podem ou não dar certo e depois que terminaram não há muito a fazer a não ser seguir caminhando. Olhar para frente!
Há pessoas que acreditam em um único amor para uma única vida. E, então, se são bem sucedidas, ótimo – vivem uma relação perene e duradoura cheia de amor, amizade e felicidade. Mas se perdem esse parceiro, fecham-se para a existência toda, almadiçoam o outro, a vida, a sobrevida…
Penso diferente. Em minha opinião, amores vêm e vão – há aqueles para uma vida; há outros para uma história. Amar é, por isso, viver o presente, é liberdade de redescobrir-se a todo o tempo, descobrir o outro. O que ficou passou… O amor da minha vida é aquele que está comigo agora.
E, para este, não é preciso preocupação com qualquer ex-fantasma, com qualquer recaída, com qualquer tristeza… Dos amores já vividos ficaram somente lembranças. Para os amores vindouros, toda minha intensidade, todo meu amor…
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
Fica a oportunidade de tudo reviver. De enlouquecer por e para outro. Mudar tudo na vida, reorganizar os horários, rever o que fizemos e gostamos até então e depois incluir. Incluir novos ritmos, novos interesses, novos gostos. Trazer para perto tudo aquilo que duvidamos ser capazes de ousar fazer e – arrebentar!
Rir, chorar, gritar – tudo isso faz o amor. Aquele medo que nos faz estremecer, o qual não sabemos nem descrever se é de prazer ou terror… Nada, nada importa quando estamos assim, LOUCOS. LOUCOS DE AMOR. LOUCOS PELO OUTRO. LOUCOS PELA VIDA.
Nesse estado de graça, o tempo parece ganhar outra lógica. Caso estamos perto, passa rápido demais. Caso estamos longe, parece se alongar demoradamente… Sofremos com a distância… Sofremos com a presença – porque a sensação é de nos fundirmos com o outro. Decorar seus traços, seus abraços, seu sorriso. Somos só um.
Contagiamos, queremos ver todos de bem! Evocamos por isso os amigos, os que estão no nosso entorno. Os convidamos a amar encontrar-se, encontrar outro. Queremos que a nossa felicidade se expanda. Fazemos cara de bobos. Escrevemos cartas – agora nos novos tempos – e-mails, sms, tuitamos todo o tempo a nossa glória.
Entrega
Somos INVENCÍVEIS! E assim deve mesmo ser quando nos entregamos de corpo, alma, mente ao novo ser. À nova relação. Aqueles que estão amando sabem do que estou falando. Conhecem a sensação de querer voltar a ler poesias, escrever poemas, falar sobre e do amor, ouvir canções românticas, caminhar como se houvessem nuvens em vez de sapatos em nossos pés cansados.
Relaxar… Falar sozinho, rir do nada, emocionar-se com um pôr do sol, uma lua cheia, um céu de estrelas… O amor nos faz também poetas, seguros e inseguros…
E se afinal não existe vida sem amor – como afirmava Gabriel García Márquez –, que então seja eterno enquanto dure, replica o poeta Vinicius.
Resgate
O amor nos resgata dentro da nossa humanidade. Faz-nos tão bem que desperta o que temos de melhor. Acorda nossa energia, nos faz existir. É verdade que também nos expõe, parecer tolos, eternos adolescentes em busca de casa… Mas e daí?
O que acrescenta é tão positivo que o que eu quero mesmo é morrer assim – amando! Estar com o outro, falar o que vier na cabeça, sem se preocupar com verdades, mentiras – falar porque faz bem, constrói intimidade, amizade, nos faz um e outro mais íntegros, completos, amantes.
Tudo isso é amar. Fique irradiante. Essa energia também é sua. Vá para a vida. Abra-se para o novo. Experimente novas possibilidades. Outros amores. O tempo passa muito depressa para nos deixar abandonar. As relações podem ou não dar certo e depois que terminaram não há muito a fazer a não ser seguir caminhando. Olhar para frente!
Há pessoas que acreditam em um único amor para uma única vida. E, então, se são bem sucedidas, ótimo – vivem uma relação perene e duradoura cheia de amor, amizade e felicidade. Mas se perdem esse parceiro, fecham-se para a existência toda, almadiçoam o outro, a vida, a sobrevida…
Penso diferente. Em minha opinião, amores vêm e vão – há aqueles para uma vida; há outros para uma história. Amar é, por isso, viver o presente, é liberdade de redescobrir-se a todo o tempo, descobrir o outro. O que ficou passou… O amor da minha vida é aquele que está comigo agora.
E, para este, não é preciso preocupação com qualquer ex-fantasma, com qualquer recaída, com qualquer tristeza… Dos amores já vividos ficaram somente lembranças. Para os amores vindouros, toda minha intensidade, todo meu amor…
Por Sandra Maia
Indicado por Fernanda Goulart
domingo, agosto 08, 2010
Sinto saudade sua ate sem te conhecer...
"a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti"
Sinto saudade sua ate sem te conhecer...
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti"
Sinto saudade sua ate sem te conhecer...
segunda-feira, julho 26, 2010
Tudo o que hoje preciso realmente saber...
Tudo o que hoje preciso realmente saber, aprendi no jardim de infância...
Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi:
1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
"O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"...
Por Pedro Bial
Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi:
1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
"O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"...
Por Pedro Bial
quarta-feira, julho 21, 2010
Quase
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Por Sarah Westphal
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Por Sarah Westphal
Ciclo da Vida
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando….
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?
Por Charles Chaplin
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?
Por Charles Chaplin
Amizade Verdadeira
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Por Albert Einstein
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Por Albert Einstein
Seja um idiota
A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de momentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!…
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”.
“Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.
Por Arnaldo Jabor
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de momentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!…
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”.
“Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.
Por Arnaldo Jabor
sábado, julho 17, 2010
Eu não me importo...
Eu não me importo se você lamber janelas, jogar pedra em avião, ou querer bater prego com a testa, às vezes eu também cometo umas loucuras.
Mas lembre-se, todos os sessenta segundos que você gasta irritada, perturbada ou louca, é um minuto de felicidade que nunca mais vai voltar!
Pare, liberte-se das energias negativas, escute uma boa música e dance!
A vida é curta, quebre as regras, se apaixone, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho ou pequeno que seja o motivo.
A vida não pode ser a festa que esperávamos todos os dias, mas enquanto estamos aqui, devemos procurar dançar sempre que der.
Se formos esperar somente aqueles momentos mágicos, grandiosos e super raros, desperdiçaremos a capacidade de nos alegrarmos com as pequenas coisas do dia-a-dia, a felicidade parecerá algo distante e raro.
Por Autor Desconhecido
Indicado e adaptado por Marcelo Barbosa (Do amigo que você diz que sou...)
Mas lembre-se, todos os sessenta segundos que você gasta irritada, perturbada ou louca, é um minuto de felicidade que nunca mais vai voltar!
Pare, liberte-se das energias negativas, escute uma boa música e dance!
A vida é curta, quebre as regras, se apaixone, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho ou pequeno que seja o motivo.
A vida não pode ser a festa que esperávamos todos os dias, mas enquanto estamos aqui, devemos procurar dançar sempre que der.
Se formos esperar somente aqueles momentos mágicos, grandiosos e super raros, desperdiçaremos a capacidade de nos alegrarmos com as pequenas coisas do dia-a-dia, a felicidade parecerá algo distante e raro.
Por Autor Desconhecido
Indicado e adaptado por Marcelo Barbosa (Do amigo que você diz que sou...)
quarta-feira, julho 14, 2010
ANTEONTEM
Anteontem, eu sonhei que havia partido, mas não para todo o sempre, pela eternidade afora. Eu havia partido com um sorriso estranho nos olhos e o tempo a tiracolo, pronto para me mostrar o caminho de volta, quando ele tivesse vontade.
Ao meu lado ninguém e nada, a imensidão das coisas, a amplidão dos sentimentos. Pisando em horas envaidecidas de tanta fascinação pelo silêncio. Horas adoram o silêncio. E o silêncio é o amante secreto da hora inexata na qual o certo desacontece.
Nenhuma palavra saindo da minha boca. Cada sentido no seu canto, feito espectador do som em forma de fado. Jamais atravessavam meu caminho as solidões cultivadas no diariamente. Jamais antes de anteontem.
No meu sonho eu era - além de temente aos acalantos dos trovões - uma fazedora de sei lá o quê. Assumida tal função, eu vivia trançando verdades, alimentando segredos inexistentes. Tudo era uma questão de cenário, ainda que a minha volta: nada. Ninguém.
E houve essa noite em que me senti tão cansada que pensei que se parasse jamais me levantaria novamente. Arrastei-me por quilômetros de inseguranças. Alavanquei vicissitudes desmedidas e acompanhei uma orquestra de saudades, mas aos prantos.
Enchi o mar de dolência cultivada. Brotaram espelhos d’água, e eu me vi ao avesso, reflexo surrealista.
Que o desejo soprou meus cabelos, e embora caminhando tão lentamente, como em cena de filme em preto e branco, slow motion, a língua desandou a dizer palavras inventadas, louca por criar um dialeto para lhe fazer companhia, depois de séculos de autodesentendimento. E muros se tornaram pontes. Casas vazias se transformaram em varandas amparadas por paisagens que, anteontem, encontravam-se escondidas por deuses. O impossível se transformou em mãos dadas ao toque da tolerância, da justiça. Apelidou-se possibilidade, fez-se avatar se dobrando ao afago do vento.
Deuses gostam de brincar de gente, por isso jogam nossos corações para lá e para cá, pinguepongueando nossos sentimentos. Sentam-se à beira dos seus paraísos e parafraseiam personagens de reality shows. Deuses querem brincar de gente, contanto que possam voltar para casa, como um milhão e sei lá quantos milhares de homens e mulheres jamais voltarão, após empunharem armas em guerras das quais não compreendem a biografia. Das quais o sentido faz sentido nenhum.
Anteontem eu sonhava em juntar dinheiro para comprar uma casa. Nessa casa moraríamos eu e meus absolutismos frágeis. Não tenho amante, marido ou filhos, tampouco herança para deixar a quem. Mas um lar de minha propriedade marcaria minha história nos formulários do imposto de renda. A prova cabal de que existi. E permitiria aos que me procurassem, quando fosse tarde demais para haver presença minha neste planeta, que encontrassem ao menos o resquício da minha existência burocrática.
Porém eu não existia até anteontem. Passos leves demais, voz contida de um tanto, engolindo desejos e celebrações e ganhos e despedidas e toda aquela timidez em gritar necessito de!
Anteontem me colocou para caminhar nessa trilha, alardeando que, se alguém quisesse me seguir, alcançar-me, segurar minha mão da vida à morte à vida ao rumo de todas aquelas perguntas sem respostas, agora é a hora.
Aceita um pouco de mim?
Anteontem eu sonhei que me partiram ao meio e me transformei em dois distintos continentes. Às vezes, dormia em um deles e, noutras vezes, acampava em outro. Em um me chamavam mãe, no outro, pai. Havia também os que teimavam em tentar me emendar, mas confesso que apreciava o oceano que me dividia, e os dias em que não fazia diferença de que lado estava, pois era um dia inteiro sem sentir falta de.
Anteontem me lançou ao agora. E me sinto tão fria, a pele arrepiada, batendo os dentes. O bafo do sol em quarenta graus de destempero, mas meu sangue congela. Fria como aqueles que tomam as decisões mais importantes sem se aterem ao que se perde nessa escolha. Quantos ideais e verdades, quantas vidas.
Volto para casa, desabitada de sinfonias ou do alvoroço dos shows de rock’n roll. Desamparada pelos significados conhecidos. A alma co-habitada pela ignorância sobre rotas de fuga. De certa forma vazia, feito folha em branco esperando palavras. Pronta para sabe-se lá o quê.
Por Carla Dias
Ao meu lado ninguém e nada, a imensidão das coisas, a amplidão dos sentimentos. Pisando em horas envaidecidas de tanta fascinação pelo silêncio. Horas adoram o silêncio. E o silêncio é o amante secreto da hora inexata na qual o certo desacontece.
Nenhuma palavra saindo da minha boca. Cada sentido no seu canto, feito espectador do som em forma de fado. Jamais atravessavam meu caminho as solidões cultivadas no diariamente. Jamais antes de anteontem.
No meu sonho eu era - além de temente aos acalantos dos trovões - uma fazedora de sei lá o quê. Assumida tal função, eu vivia trançando verdades, alimentando segredos inexistentes. Tudo era uma questão de cenário, ainda que a minha volta: nada. Ninguém.
E houve essa noite em que me senti tão cansada que pensei que se parasse jamais me levantaria novamente. Arrastei-me por quilômetros de inseguranças. Alavanquei vicissitudes desmedidas e acompanhei uma orquestra de saudades, mas aos prantos.
Enchi o mar de dolência cultivada. Brotaram espelhos d’água, e eu me vi ao avesso, reflexo surrealista.
Que o desejo soprou meus cabelos, e embora caminhando tão lentamente, como em cena de filme em preto e branco, slow motion, a língua desandou a dizer palavras inventadas, louca por criar um dialeto para lhe fazer companhia, depois de séculos de autodesentendimento. E muros se tornaram pontes. Casas vazias se transformaram em varandas amparadas por paisagens que, anteontem, encontravam-se escondidas por deuses. O impossível se transformou em mãos dadas ao toque da tolerância, da justiça. Apelidou-se possibilidade, fez-se avatar se dobrando ao afago do vento.
Deuses gostam de brincar de gente, por isso jogam nossos corações para lá e para cá, pinguepongueando nossos sentimentos. Sentam-se à beira dos seus paraísos e parafraseiam personagens de reality shows. Deuses querem brincar de gente, contanto que possam voltar para casa, como um milhão e sei lá quantos milhares de homens e mulheres jamais voltarão, após empunharem armas em guerras das quais não compreendem a biografia. Das quais o sentido faz sentido nenhum.
Anteontem eu sonhava em juntar dinheiro para comprar uma casa. Nessa casa moraríamos eu e meus absolutismos frágeis. Não tenho amante, marido ou filhos, tampouco herança para deixar a quem. Mas um lar de minha propriedade marcaria minha história nos formulários do imposto de renda. A prova cabal de que existi. E permitiria aos que me procurassem, quando fosse tarde demais para haver presença minha neste planeta, que encontrassem ao menos o resquício da minha existência burocrática.
Porém eu não existia até anteontem. Passos leves demais, voz contida de um tanto, engolindo desejos e celebrações e ganhos e despedidas e toda aquela timidez em gritar necessito de!
Anteontem me colocou para caminhar nessa trilha, alardeando que, se alguém quisesse me seguir, alcançar-me, segurar minha mão da vida à morte à vida ao rumo de todas aquelas perguntas sem respostas, agora é a hora.
Aceita um pouco de mim?
Anteontem eu sonhei que me partiram ao meio e me transformei em dois distintos continentes. Às vezes, dormia em um deles e, noutras vezes, acampava em outro. Em um me chamavam mãe, no outro, pai. Havia também os que teimavam em tentar me emendar, mas confesso que apreciava o oceano que me dividia, e os dias em que não fazia diferença de que lado estava, pois era um dia inteiro sem sentir falta de.
Anteontem me lançou ao agora. E me sinto tão fria, a pele arrepiada, batendo os dentes. O bafo do sol em quarenta graus de destempero, mas meu sangue congela. Fria como aqueles que tomam as decisões mais importantes sem se aterem ao que se perde nessa escolha. Quantos ideais e verdades, quantas vidas.
Volto para casa, desabitada de sinfonias ou do alvoroço dos shows de rock’n roll. Desamparada pelos significados conhecidos. A alma co-habitada pela ignorância sobre rotas de fuga. De certa forma vazia, feito folha em branco esperando palavras. Pronta para sabe-se lá o quê.
Por Carla Dias
AQUILO QUE DÁ NO CORAÇÃO
Aquilo que dá no coração e nos joga nessa sinuca que faz perder o ar e a razão e arrepia o pêlo da nuca.
Aquilo reage em cadeia, incendeia o corpo inteiro, faísca, risca, trisca, arrodeia dispara o rito certeiro.
Avassalador
Chega sem avisar, toma de assalto, atropela, vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar, chega, nem pede licença, avança sem ponderar
Aquilo bate, ilumina, invade a retina, retém no olhar , o lance que laça na hora, aqui e agora, futuro não há
Aquilo se pega de jeito, te dá um sacode pra lá de além
O mundo muda, estremece, o caos acontece, não poupa ninguém
Avassalador...
Aquilo que dá no coração, que faz perder o ar e a razão.
Aquilo reage em cadeia
Incendeia
Por Lenine
Aquilo reage em cadeia, incendeia o corpo inteiro, faísca, risca, trisca, arrodeia dispara o rito certeiro.
Avassalador
Chega sem avisar, toma de assalto, atropela, vela de incendiar
Arrebatador
Vem de qualquer lugar, chega, nem pede licença, avança sem ponderar
Aquilo bate, ilumina, invade a retina, retém no olhar , o lance que laça na hora, aqui e agora, futuro não há
Aquilo se pega de jeito, te dá um sacode pra lá de além
O mundo muda, estremece, o caos acontece, não poupa ninguém
Avassalador...
Aquilo que dá no coração, que faz perder o ar e a razão.
Aquilo reage em cadeia
Incendeia
Por Lenine
domingo, maio 09, 2010
A Fé Solúvel
É, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé… em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É… meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só… em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça-me um favor
Um favor… por favor
A razão é como uma equação
De matemática… tira a prática
De sermos… um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor… por favor
Por Fernando Anitelli
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé… em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É… meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só… em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça-me um favor
Um favor… por favor
A razão é como uma equação
De matemática… tira a prática
De sermos… um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor… por favor
Por Fernando Anitelli
sábado, abril 17, 2010
Dias de Sol
Eu não tenho muita coisa pra dizer, eu não tenho o mundo pra te dar, uma canção que faça a rima parecer melhor quando você está.
Eu não sei porque a gente tem que entender.
Se por acaso ninguém precisa explicar
Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda.
Dias de sol, só com você, com direito a horas a mais e rimas iguais como eu e você.
Eu não sei porque a gente tem que entender.
Se por acaso ninguém precisa explicar
Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda.
Dias de sol, só com você, com direito a horas a mais e rimas iguais como eu e você.
segunda-feira, março 29, 2010
Pai
“Pai, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo com loucura pra você renascer...”
"a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti"
Sinto saudade sua ate sem te conhecer...
"a gente finge
mas sabe que não é verdade
foge ao vazio
enquanto brinda, dança e salta
eu trago-te comigo
e sinto tanto, tanto a tua falta
foge ao vazio
enquanto bebe, dança e ri
eu trago-te comigo
e guardo este abraço só para ti"
Sinto saudade sua ate sem te conhecer...
quinta-feira, março 18, 2010
Somos muitos, mesmo sendo dois...
Eu queria ser poeta...
Conhecer o ofício de recolher palavras
Realizar a proeza de desvendar os silêncios
E descobrir o que o outro fala, mesmo quando ele não diz.
Eu queria ser amigo dos versos...
Possuir as asas que à inspiração pertencem
E alcançar a palavra que possa ser a tradução do amor que sinto por você.
Mas do poeta eu só possuo os óculos
Óculos são instrumentos que ampliam a visão...
O amor também.
E já que não sou poeta, o amor é o que me resta.
Desde quando a vida me permitiu conhecer você.
Tenho experimentado a beleza do significado da amizade.
Quando nossos caminhos se encontraram, foi amizade à primeira vista.
Depois daquele encontro, meu mundo ficou mais bonito.
Sua presença quando os dias eram difíceis...
Quando pensei que felicidade era coisa de outro mundo...
Sua palavra me convenceu de que eu deveria continuar.
Suas alegrias despertando minhas alegrias...
Suas risadas me fazendo rir também.
Nossas madrugadas de conversas...
Vida dividida nas pequenas coisas.
Costura do tempo nos aproximando sempre mais.
Mas quando surgiram nossas diferenças...
Quando descobrimos nossos maiores defeitos
Manifestações de protesto...
Crises nervosas...
Discursos desaforadas...
A promessa de que eu iria embora definitivamente de sua vida...
E de que nunca mais voltaria a pronunciar seu nome.
Mas depois a saudade...
A ausência mensurada...
O arrependimento...
O pedido de perdão...
E o aprendizado de que quanto mais a gente ama...
Muito mais a gente precisa perdoar.
O amor é o motivo do perdão...
E o perdão é a continuidade do amor.
Obrigado por ter me ajudado a entender isso.
Estar ao seu lado é sempre motivo de festa.
Quando estamos juntos, a vida ganha um significado diferente.
Retiramos o dia comum do calendário e o transformamos em feriado.
Extraímos felicidade das coisas mais simples...
E multiplicamos a graça de cada instante.
Eu não sei dizer quem eu sou sem que me recorde de você...
Se da minha vida eu sou o sujeito você é um adjetivo.
Você me empresta qualidade...
Você me devolve quando sou roubada...
Você me encontra quando estou perdida.
Pode ser que um dia a gente venha a se perder nas distâncias deste mundo...
Pode ser que um dia a gente se separe...
Nem sempre a vida respeita o que a gente quer.
Mas uma coisa é certa...
Se pela força da distância você se ausentar, pelo poder que há na saudade você há de voltar.
Mesmo que o tempo passe...
Você fique velhinho...
E viva aquela fase põe meu amigo no sol, tira meu amigo do sol...
Mesmo que você perca toda a sua utilidade...
Dentro de mim você continuará tendo significado.
E haverá sempre um lugar reservado em minha casa para você chegar quando quiser.
Eu não gostaria que a morte nos alcançasse sem antes poder lhe dizer...
Que nas miudezas dos meus dias que passam, você é um grande acontecimento que permanece.
Amar é um recurso humano que nos faz eternos...
Recolhe e resguarda e não deixa morrer
Retira da mira do tempo...
E aconchega a pessoa amada na certeza:
Você não vai passar!
Hoje, neste dia em que a vida nos permitiu um encontro nestas palavras...
Neste instante em que seus olhos se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar...
Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que sou.
Pela sua capacidade de me olhar devagar...
Já que nesta vida muita gente já me olhou depressa demais.
Eu que nem sempre soube acertar...
Aprendi com você que arrependimento é bem melhor do que culpa.
Obrigado por você não ter desistido de mim.
Obrigado pelo seu dom de multiplicar o que sou e o que posso.
Eu, que na solidão dos meus dias sou tentada a pensar pequeno.
Quando o encontro, sou sempre surpreendida com seu poder de me fazer ver o mundo com as mesmas lentes poetas...
O que nos torna amigos é a capacidade de sermos muitos, mesmo quando somos dois.
Por Pe. Fábio de Melo
Conhecer o ofício de recolher palavras
Realizar a proeza de desvendar os silêncios
E descobrir o que o outro fala, mesmo quando ele não diz.
Eu queria ser amigo dos versos...
Possuir as asas que à inspiração pertencem
E alcançar a palavra que possa ser a tradução do amor que sinto por você.
Mas do poeta eu só possuo os óculos
Óculos são instrumentos que ampliam a visão...
O amor também.
E já que não sou poeta, o amor é o que me resta.
Desde quando a vida me permitiu conhecer você.
Tenho experimentado a beleza do significado da amizade.
Quando nossos caminhos se encontraram, foi amizade à primeira vista.
Depois daquele encontro, meu mundo ficou mais bonito.
Sua presença quando os dias eram difíceis...
Quando pensei que felicidade era coisa de outro mundo...
Sua palavra me convenceu de que eu deveria continuar.
Suas alegrias despertando minhas alegrias...
Suas risadas me fazendo rir também.
Nossas madrugadas de conversas...
Vida dividida nas pequenas coisas.
Costura do tempo nos aproximando sempre mais.
Mas quando surgiram nossas diferenças...
Quando descobrimos nossos maiores defeitos
Manifestações de protesto...
Crises nervosas...
Discursos desaforadas...
A promessa de que eu iria embora definitivamente de sua vida...
E de que nunca mais voltaria a pronunciar seu nome.
Mas depois a saudade...
A ausência mensurada...
O arrependimento...
O pedido de perdão...
E o aprendizado de que quanto mais a gente ama...
Muito mais a gente precisa perdoar.
O amor é o motivo do perdão...
E o perdão é a continuidade do amor.
Obrigado por ter me ajudado a entender isso.
Estar ao seu lado é sempre motivo de festa.
Quando estamos juntos, a vida ganha um significado diferente.
Retiramos o dia comum do calendário e o transformamos em feriado.
Extraímos felicidade das coisas mais simples...
E multiplicamos a graça de cada instante.
Eu não sei dizer quem eu sou sem que me recorde de você...
Se da minha vida eu sou o sujeito você é um adjetivo.
Você me empresta qualidade...
Você me devolve quando sou roubada...
Você me encontra quando estou perdida.
Pode ser que um dia a gente venha a se perder nas distâncias deste mundo...
Pode ser que um dia a gente se separe...
Nem sempre a vida respeita o que a gente quer.
Mas uma coisa é certa...
Se pela força da distância você se ausentar, pelo poder que há na saudade você há de voltar.
Mesmo que o tempo passe...
Você fique velhinho...
E viva aquela fase põe meu amigo no sol, tira meu amigo do sol...
Mesmo que você perca toda a sua utilidade...
Dentro de mim você continuará tendo significado.
E haverá sempre um lugar reservado em minha casa para você chegar quando quiser.
Eu não gostaria que a morte nos alcançasse sem antes poder lhe dizer...
Que nas miudezas dos meus dias que passam, você é um grande acontecimento que permanece.
Amar é um recurso humano que nos faz eternos...
Recolhe e resguarda e não deixa morrer
Retira da mira do tempo...
E aconchega a pessoa amada na certeza:
Você não vai passar!
Hoje, neste dia em que a vida nos permitiu um encontro nestas palavras...
Neste instante em que seus olhos se ocupam das palavras que meu coração resolveu improvisar...
Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que sou.
Pela sua capacidade de me olhar devagar...
Já que nesta vida muita gente já me olhou depressa demais.
Eu que nem sempre soube acertar...
Aprendi com você que arrependimento é bem melhor do que culpa.
Obrigado por você não ter desistido de mim.
Obrigado pelo seu dom de multiplicar o que sou e o que posso.
Eu, que na solidão dos meus dias sou tentada a pensar pequeno.
Quando o encontro, sou sempre surpreendida com seu poder de me fazer ver o mundo com as mesmas lentes poetas...
O que nos torna amigos é a capacidade de sermos muitos, mesmo quando somos dois.
Por Pe. Fábio de Melo
quinta-feira, março 11, 2010
Deficiências
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
Por Mário Quintana
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
Por Mário Quintana
quarta-feira, março 10, 2010
Tempos Modernos
Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais farta e clara
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isto valha pra qualquer pessoa
Que realizar
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não, não não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir
Por Lulu Santos
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais farta e clara
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isto valha pra qualquer pessoa
Que realizar
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não, não não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir
Por Lulu Santos
terça-feira, março 09, 2010
Outro Lugar
Ainda vou te levar pra outro lugar além do sol do mar, onde eu possa te ter, te amar e o tempo vai ser maior.
Não te quero assim tão longe, tanto quanto o céu do mar, quero ter você mais perto, certo, pronto pra te amar.
Ainda vou te levar pra outro lugar além do sol do mar
Por Tico Santa Cruz
Não te quero assim tão longe, tanto quanto o céu do mar, quero ter você mais perto, certo, pronto pra te amar.
Ainda vou te levar pra outro lugar além do sol do mar
Por Tico Santa Cruz
quarta-feira, março 03, 2010
Qual sua experiência?
Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta,
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas,
Já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
“Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
experiência...experiência...Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? “Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?”.
Por Autor Desconhecido
Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
Já subi em árvore pra roubar fruta,
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas,
Já escrevi no muro da escola,
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios,
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um “para sempre” pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
“Qual sua experiência?”.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
experiência...experiência...Será que ser “plantador de sorrisos” é uma boa experiência?
Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? “Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?”.
Por Autor Desconhecido
terça-feira, março 02, 2010
Amanhã, apaixone-se
Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida.
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: APAIXONADO.
Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você,
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro,
Corra como se não houvesse a chegada,
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes,
Acredite como se não houvesse frustração,
Grite como se ninguém estivesse ouvindo,
Beije como se fosse eterno,
Sorria como se não existissem lágrimas,
Abrace como se fossem todos amigos,
Durma como se não houvesse amanhã,
Crie como se não existisse crítica,
Vá como se não precisasse voltar,
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo,
Faça a próxima viagem como se fosse a última,
Vista-se como se não conhecesse espelhos,
Proponha como se não existissem as recusas,
Brinque como se não tivesse crescido,
Levante como se não tivesse caído,
Case como se não houvesse outra,
Mergulhe como se não houvesse medo,
Ouça como se não existisse o certo ou errado,
Fale como se não existisse o certo ou errado,
Aprecie como se fosse eterno,
Viva como se não houvesse fim.
Prefira ser invés de ter,
Sentir invés de fingir,
Andar invés de parar,
Ver invés de esconder,
Abrir invés de fechar.
Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim. Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas. Se desistir, não terá um jardim. Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.
Lembre-se que a arca de noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação e o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte.
Por Autor Desconhecido
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: APAIXONADO.
Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você,
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro,
Corra como se não houvesse a chegada,
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes,
Acredite como se não houvesse frustração,
Grite como se ninguém estivesse ouvindo,
Beije como se fosse eterno,
Sorria como se não existissem lágrimas,
Abrace como se fossem todos amigos,
Durma como se não houvesse amanhã,
Crie como se não existisse crítica,
Vá como se não precisasse voltar,
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo,
Faça a próxima viagem como se fosse a última,
Vista-se como se não conhecesse espelhos,
Proponha como se não existissem as recusas,
Brinque como se não tivesse crescido,
Levante como se não tivesse caído,
Case como se não houvesse outra,
Mergulhe como se não houvesse medo,
Ouça como se não existisse o certo ou errado,
Fale como se não existisse o certo ou errado,
Aprecie como se fosse eterno,
Viva como se não houvesse fim.
Prefira ser invés de ter,
Sentir invés de fingir,
Andar invés de parar,
Ver invés de esconder,
Abrir invés de fechar.
Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim. Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas. Se desistir, não terá um jardim. Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.
Lembre-se que a arca de noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação e o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte.
Por Autor Desconhecido
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Conselho de um velho apaixonado
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou um presente divino:
O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!
Por Carlos Drummond de Andrade
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou um presente divino:
O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!
Por Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Diário de um regime
Dia zero
Chega, não dá mais. Começo hoje minha dieta. Chega de empurrar as coisas com a barriga. E literalmente com a barriga mesmo. A minha está enorme. A meta é perder 5 quilos. Passei a vida no efeito "sanfona", emagrecendo-engordando, engordando-emagrecendo. É bem verdade que hoje em dia é diferente, nos últimos tempos estou mais constante: engordando-engordando-engordando-engordando. Vou ao médico amanhã, mas desde hoje já cortei doces, bolos, refrigerantes. Ou seja, tudo aquilo que ele vai cortar amanhã.
Primeiro dia
Amei o médico, amei a dieta, amei tudo. Você come muito. Muita água, muito grelhado, barrinhas, gelatina diet e verde à vontade. Uma coisa razoável, levando em consideração as loucuras que as pessoas fazem para emagrecer. A dieta do limão, por exemplo, que dura quinze dias. No primeiro dia, um limão, no segundo, dois limões, no terceiro, três... até completar quinze limões no décimo quinto dia. Um amigo meu fez essa dieta, e realmente emagreceu. Depois teve um princípio de úlcera, mas ficou magrinho. Agora inventaram a dieta do sol: você não come nada até o sol se pôr. O tipo de dieta que não pode ser feito no Pólo Norte, por exemplo. A mais absurda foi a dieta da ave-maria. Toda vez que você tem fome, você reza uma ave-maria. Loucura! Bom, mas o que importa é que eu estou superanimada e não tem nada que vá me fazer perder o humor.
Segundo dia
Tive aquela dor de cabeça chata devido à hipoglicemia, mas normal, nada que duas Neosaldinas não resolvam. Na verdade duas não resolveram mesmo, eu tive de tomar quatro. Mudanças em alimentação sempre causam essas coisas no corpo. Já sei que daqui a pouco vão aparecer espinhas, coisas assim, mas isso é só porque o corpo está se limpando, depois passa. É verdade também que a dieta vai influenciar seu humor, às vezes seu sono, mas tudo passa. E eu já estou sentindo resultados. Minha barriga está menor. Também, ela só anda vazia. Na verdade, isso já é o efeito do estômago encolhendo. Não tem aquela operação que as pessoas fazem para reduzir o estômago? É igual, só que sem anestesia.
Quinto dia
Estou impressionada com a minha força de vontade. Não tenho escorregado nem um pouquinho na dieta. Que nem dieta é, e sim "reeducação alimentar". Dieta dá a impressão de que, assim que você chegar ao seu peso, vai comer tudo de novo, até ficar uma anta e ter de recomeçar a dieta. Eu estou aprendendo a comer, é para a vida. Repita: "Eu como para viver e não vivo para comer". Alguém precisa comer lasanha à bolonhesa, risoto de funghi, moqueca de frutos do mar? Bobagem, pequenas fantasias que não fazem falta a ninguém. Um aborígine na Austrália sobrevive sem nada disso, donde se conclui que são meros dados culturais sem a mínima importância. Aliás, de que se alimentam os aborígines?
Sexto dia
Hoje foi o aniversário de Elaine Tarantino. O bolo estava com aquela cara de... de bolo mesmo. Bolo branco, com recheio de brigadeiro branco, glacê duro por fora. Uma tentação à qual eu resisti. Só Deus sabe como, mas resisti. E o primeiro pedaço ela ofereceu a mim. Delicadamente não aceitei, fui até a cozinha e descolei uma tangerina. Estava ótima. Ótima. Amo tangerina, sabia? Amo tangerina, amo tangerina. Fiquei repetindo essa frase até o bolo acabar, o que durou mais ou menos sete minutos. Confesso que durante o processo acabei com uma certa raiva da tangerina.
Sétimo dia
Uma semana de dieta e eu emagreci 1 quilo e 400 gramas. Só? O médico disse que é assim mesmo, e que a idade também influencia nesse processo. Quer dizer: além de gorda, velha. Quase que ele perde a paciente. Estou frustrada, mas não vou desistir. Hoje eu tenho um queijo-e-vinho. Logo hoje, que eu estou supervulnerável. Amo queijos! E estou com vontade de tomar um porre! Mas vou segurar a onda. Afinal, a gente não pode ser fraca assim, só os fortes chegam a algum lugar!
Nono dia
Tomei um porre! Não segurei a onda! Sou humana!
Décimo segundo dia
Só comigo acontecem essas coisas. Cinco pessoas no trabalho foram sorteadas para passar um fim de semana num resort maravilhoso no Nordeste. Quem estava entre elas? Eu, claro. Neste momento crucial de pão diet e frango grelhado, eu lá, sorteada para ir ao resort. A mesa de comida desse lugar deve medir mais ou menos 10 metros. Que 10 metros! Dez metros deve ter o pãozinho do café-da-manhã. Vou levar vários livros.
Décimo quinto dia
Chove horrores. Eu aqui, trancada no quarto do resort. O que por um lado é bom, porque não dá para sair: as comidas te atacam. Você come o dia inteiro, é impressionante. Todos os tipos de comida do mundo, e a qualquer hora. A comida grita, te chama, berra, enquanto você não prova ela não te dá sossego. Passei a pedir o café-da-manhã no quarto, mas nem deixo o garçom entrar com a bandeja. Quando ele chega, eu espartanamente pego o pão integral, a ricota e o bule de café e digo um sonoro tchau para ele. Depois, corto os pulsos.
Décimo oitavo dia
Engordei 2 quilos. Devo estar com problema de tiróide, só pode ser. Tudo bem, eu comi no resort, mas, espera lá: você faz tudo certinho e, aí, dois dias que saia da dieta põem a perder tudo que conquistou em quinze dias. Para mim, é tiróide. Vou fazer um exame.
Vigésimo dia
Não estou com problema nenhum de tiróide, graças a Deus. Então é sinal de que eu comi muito mesmo. Agora começa a operação spa – "sparadrapo" na boca. Encontrei a Gisele. Como ela está magra! Fiquei impressionada. Perguntei o que tinha acontecido, ela disse que tinha se separado. Lembrei que separação emagrece. Fiquei mais deprimida ainda, porque nem um namorado eu tenho para poder me separar. Nem que fosse só para emagrecer. O problema da dieta é que chega uma hora em que você não consegue mais comer aquelas mesmas coisas e parece que vai ficando louca. Por exemplo, hoje eu vi uma foto da vista aérea de Nova York. Quantos prédios, todos tão juntinhos, um do lado do outro, tão arrumadinhos... Fiquei olhando a foto, e sabe o que a imagem me lembrou? Batatas fritas do McDonald's. Elas vêm assim, milimetricamente arrumadas, uma do lado da outra. Me deu vontade de batata frita. Olha o ponto a que cheguei.
Vigésimo segundo dia
Hoje eu vou comer um bife. Ah, vou. Vou aproveitar que é aniversário do meu pai e propor uma ida à churrascaria. Um bife não pode fazer mal a ninguém. Sonhei com um churrasco e vou realizar meu sonho. O inconsciente sabe mais de você do que o consciente. Se eu cheguei a sonhar com picanha é porque meu corpo está necessitando disso. Adoro picanha. Malpassada, com aquela gordurinha crocante do lado. Nossa, só de pensar eu babo.
Não dá para sair com família. Você começa a falar muito e a comer ao mesmo tempo, perde a noção do que está fazendo... Conclusão, saí da churrascaria me sentindo a própria vaca. Estou chegando à conclusão de que existe uma coisa de constituição, e a minha talvez seja de não ser magra nunca. Vou me deitar. Crianças costumam pensar em ovelhas pulando a cerca para acalmar suas angústias na hora de dormir. Eu vou procurar pensar em ovelhas no pasto, nada mais plácido do que isso, imaginar que elas não passam por nenhuma espécie de crise, e sua dieta se limita a... capim, capim, capim, eternamente capim. Verde à vontade.
Vigésimo quinto dia
Por incrível que pareça, acho que desta vez vou atingir o meu objetivo. Vou conseguir me livrar dos 5 quilos definitivamente. Depois de amanhã vou ao médico, e acho que perdi pelo menos 3 quilos. Não, 3 não, por conta da churrascaria, mas 2 e meio, com certeza. Mais um pouquinho de persistência e perco os 2 e meio que faltam. Daí para a frente, tudo fica mais fácil. As roupas vão entrar melhor no corpo, vou poder usar uma miniblusa sem medo dos pneuzinhos saltando para fora, tudo vai ser um estímulo para permanecer magra.
Vigésimo sétimo dia
Fui ao médico. Perdi 1 quilo. A única palavra que encontro para resumir o que sinto é ódio.
Trigésimo dia
Chega, parei a dieta. Chega de franguinho, peixinho, barrinha. Não parei só essa dieta, parei todas. NUNCA MAIS VOU FAZER DIETA NA VIDA. Sofrer tanto para chegar ao fim do mês com o mesmo peso com que eu comecei? Eu sou assim. Eu sou "fofinha" e sempre serei. Rasguei todas as fotos de Gisele Bündchen, Daniela Cicarelli e outras mais. Eu nunca vou ser assim. Nunca mais, nunca mais. Quer dizer, quando chegar perto daquela festa, eu com aquele vestido novo me esperando... quem sabe?
Por Heloísa Périssé
Chega, não dá mais. Começo hoje minha dieta. Chega de empurrar as coisas com a barriga. E literalmente com a barriga mesmo. A minha está enorme. A meta é perder 5 quilos. Passei a vida no efeito "sanfona", emagrecendo-engordando, engordando-emagrecendo. É bem verdade que hoje em dia é diferente, nos últimos tempos estou mais constante: engordando-engordando-engordando-engordando. Vou ao médico amanhã, mas desde hoje já cortei doces, bolos, refrigerantes. Ou seja, tudo aquilo que ele vai cortar amanhã.
Primeiro dia
Amei o médico, amei a dieta, amei tudo. Você come muito. Muita água, muito grelhado, barrinhas, gelatina diet e verde à vontade. Uma coisa razoável, levando em consideração as loucuras que as pessoas fazem para emagrecer. A dieta do limão, por exemplo, que dura quinze dias. No primeiro dia, um limão, no segundo, dois limões, no terceiro, três... até completar quinze limões no décimo quinto dia. Um amigo meu fez essa dieta, e realmente emagreceu. Depois teve um princípio de úlcera, mas ficou magrinho. Agora inventaram a dieta do sol: você não come nada até o sol se pôr. O tipo de dieta que não pode ser feito no Pólo Norte, por exemplo. A mais absurda foi a dieta da ave-maria. Toda vez que você tem fome, você reza uma ave-maria. Loucura! Bom, mas o que importa é que eu estou superanimada e não tem nada que vá me fazer perder o humor.
Segundo dia
Tive aquela dor de cabeça chata devido à hipoglicemia, mas normal, nada que duas Neosaldinas não resolvam. Na verdade duas não resolveram mesmo, eu tive de tomar quatro. Mudanças em alimentação sempre causam essas coisas no corpo. Já sei que daqui a pouco vão aparecer espinhas, coisas assim, mas isso é só porque o corpo está se limpando, depois passa. É verdade também que a dieta vai influenciar seu humor, às vezes seu sono, mas tudo passa. E eu já estou sentindo resultados. Minha barriga está menor. Também, ela só anda vazia. Na verdade, isso já é o efeito do estômago encolhendo. Não tem aquela operação que as pessoas fazem para reduzir o estômago? É igual, só que sem anestesia.
Quinto dia
Estou impressionada com a minha força de vontade. Não tenho escorregado nem um pouquinho na dieta. Que nem dieta é, e sim "reeducação alimentar". Dieta dá a impressão de que, assim que você chegar ao seu peso, vai comer tudo de novo, até ficar uma anta e ter de recomeçar a dieta. Eu estou aprendendo a comer, é para a vida. Repita: "Eu como para viver e não vivo para comer". Alguém precisa comer lasanha à bolonhesa, risoto de funghi, moqueca de frutos do mar? Bobagem, pequenas fantasias que não fazem falta a ninguém. Um aborígine na Austrália sobrevive sem nada disso, donde se conclui que são meros dados culturais sem a mínima importância. Aliás, de que se alimentam os aborígines?
Sexto dia
Hoje foi o aniversário de Elaine Tarantino. O bolo estava com aquela cara de... de bolo mesmo. Bolo branco, com recheio de brigadeiro branco, glacê duro por fora. Uma tentação à qual eu resisti. Só Deus sabe como, mas resisti. E o primeiro pedaço ela ofereceu a mim. Delicadamente não aceitei, fui até a cozinha e descolei uma tangerina. Estava ótima. Ótima. Amo tangerina, sabia? Amo tangerina, amo tangerina. Fiquei repetindo essa frase até o bolo acabar, o que durou mais ou menos sete minutos. Confesso que durante o processo acabei com uma certa raiva da tangerina.
Sétimo dia
Uma semana de dieta e eu emagreci 1 quilo e 400 gramas. Só? O médico disse que é assim mesmo, e que a idade também influencia nesse processo. Quer dizer: além de gorda, velha. Quase que ele perde a paciente. Estou frustrada, mas não vou desistir. Hoje eu tenho um queijo-e-vinho. Logo hoje, que eu estou supervulnerável. Amo queijos! E estou com vontade de tomar um porre! Mas vou segurar a onda. Afinal, a gente não pode ser fraca assim, só os fortes chegam a algum lugar!
Nono dia
Tomei um porre! Não segurei a onda! Sou humana!
Décimo segundo dia
Só comigo acontecem essas coisas. Cinco pessoas no trabalho foram sorteadas para passar um fim de semana num resort maravilhoso no Nordeste. Quem estava entre elas? Eu, claro. Neste momento crucial de pão diet e frango grelhado, eu lá, sorteada para ir ao resort. A mesa de comida desse lugar deve medir mais ou menos 10 metros. Que 10 metros! Dez metros deve ter o pãozinho do café-da-manhã. Vou levar vários livros.
Décimo quinto dia
Chove horrores. Eu aqui, trancada no quarto do resort. O que por um lado é bom, porque não dá para sair: as comidas te atacam. Você come o dia inteiro, é impressionante. Todos os tipos de comida do mundo, e a qualquer hora. A comida grita, te chama, berra, enquanto você não prova ela não te dá sossego. Passei a pedir o café-da-manhã no quarto, mas nem deixo o garçom entrar com a bandeja. Quando ele chega, eu espartanamente pego o pão integral, a ricota e o bule de café e digo um sonoro tchau para ele. Depois, corto os pulsos.
Décimo oitavo dia
Engordei 2 quilos. Devo estar com problema de tiróide, só pode ser. Tudo bem, eu comi no resort, mas, espera lá: você faz tudo certinho e, aí, dois dias que saia da dieta põem a perder tudo que conquistou em quinze dias. Para mim, é tiróide. Vou fazer um exame.
Vigésimo dia
Não estou com problema nenhum de tiróide, graças a Deus. Então é sinal de que eu comi muito mesmo. Agora começa a operação spa – "sparadrapo" na boca. Encontrei a Gisele. Como ela está magra! Fiquei impressionada. Perguntei o que tinha acontecido, ela disse que tinha se separado. Lembrei que separação emagrece. Fiquei mais deprimida ainda, porque nem um namorado eu tenho para poder me separar. Nem que fosse só para emagrecer. O problema da dieta é que chega uma hora em que você não consegue mais comer aquelas mesmas coisas e parece que vai ficando louca. Por exemplo, hoje eu vi uma foto da vista aérea de Nova York. Quantos prédios, todos tão juntinhos, um do lado do outro, tão arrumadinhos... Fiquei olhando a foto, e sabe o que a imagem me lembrou? Batatas fritas do McDonald's. Elas vêm assim, milimetricamente arrumadas, uma do lado da outra. Me deu vontade de batata frita. Olha o ponto a que cheguei.
Vigésimo segundo dia
Hoje eu vou comer um bife. Ah, vou. Vou aproveitar que é aniversário do meu pai e propor uma ida à churrascaria. Um bife não pode fazer mal a ninguém. Sonhei com um churrasco e vou realizar meu sonho. O inconsciente sabe mais de você do que o consciente. Se eu cheguei a sonhar com picanha é porque meu corpo está necessitando disso. Adoro picanha. Malpassada, com aquela gordurinha crocante do lado. Nossa, só de pensar eu babo.
Não dá para sair com família. Você começa a falar muito e a comer ao mesmo tempo, perde a noção do que está fazendo... Conclusão, saí da churrascaria me sentindo a própria vaca. Estou chegando à conclusão de que existe uma coisa de constituição, e a minha talvez seja de não ser magra nunca. Vou me deitar. Crianças costumam pensar em ovelhas pulando a cerca para acalmar suas angústias na hora de dormir. Eu vou procurar pensar em ovelhas no pasto, nada mais plácido do que isso, imaginar que elas não passam por nenhuma espécie de crise, e sua dieta se limita a... capim, capim, capim, eternamente capim. Verde à vontade.
Vigésimo quinto dia
Por incrível que pareça, acho que desta vez vou atingir o meu objetivo. Vou conseguir me livrar dos 5 quilos definitivamente. Depois de amanhã vou ao médico, e acho que perdi pelo menos 3 quilos. Não, 3 não, por conta da churrascaria, mas 2 e meio, com certeza. Mais um pouquinho de persistência e perco os 2 e meio que faltam. Daí para a frente, tudo fica mais fácil. As roupas vão entrar melhor no corpo, vou poder usar uma miniblusa sem medo dos pneuzinhos saltando para fora, tudo vai ser um estímulo para permanecer magra.
Vigésimo sétimo dia
Fui ao médico. Perdi 1 quilo. A única palavra que encontro para resumir o que sinto é ódio.
Trigésimo dia
Chega, parei a dieta. Chega de franguinho, peixinho, barrinha. Não parei só essa dieta, parei todas. NUNCA MAIS VOU FAZER DIETA NA VIDA. Sofrer tanto para chegar ao fim do mês com o mesmo peso com que eu comecei? Eu sou assim. Eu sou "fofinha" e sempre serei. Rasguei todas as fotos de Gisele Bündchen, Daniela Cicarelli e outras mais. Eu nunca vou ser assim. Nunca mais, nunca mais. Quer dizer, quando chegar perto daquela festa, eu com aquele vestido novo me esperando... quem sabe?
Por Heloísa Périssé
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Amigos
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí. E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.
Por Vinícius de Moraes
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências. A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. É delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí. E me envergonho, porque essa minha prece é em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer. Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que não desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.
Por Vinícius de Moraes
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Afinidade
Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos
É o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras. é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com,
Não é sentir contra,
Nem sentir para,
Nem sentir por,
Nem sentir pelo.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. é olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.
Por Arthur da Távola
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos
É o mais independente também.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é muito raro.
Mas, quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras. é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com,
Não é sentir contra,
Nem sentir para,
Nem sentir por,
Nem sentir pelo.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. é olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.
Por Arthur da Távola
Amores Mal Resolvidos
Amores, passageiros ou não, nascem para ser vividos...
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto.
Acho que as pessoas não gastam seu amor.
Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba.
É mentira dizer que Não.
Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote.
O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar.
E tem que ser vivido em sua totalidade.
É preciso passar por todas as etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor.
Usufrua-o até o fim.
Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize.
Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.
Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.
Por Arnaldo Jabor
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de Dor de Cotovelo.
Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido, uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece?
Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto.
Acho que as pessoas não gastam seu amor.
Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba.
É mentira dizer que Não.
Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais.
Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, parentesco, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de Cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote.
O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real demanda muita energia sem falar do tempo que ninguém tem para esperar.
E tem que ser vivido em sua totalidade.
É preciso passar por todas as etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Como já foi dito, este trajeto do amor pode ser percorrido em algumas semanas ou durar muitos anos, mas é importante que transcorra de ponta a ponta, senão sobra lugar para fantasias, idealizações, enfim, tudo aquilo que nos empaca a vida e nos impede de estarmos abertos para novos amores.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez.
Gaste seu amor.
Usufrua-o até o fim.
Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize.
Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.
Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo.
Isso é que libera a gente para Ser Feliz Novamente.
Por Arnaldo Jabor
domingo, fevereiro 21, 2010
A Solidão
Ela vem como um anjo, como uma criança inocente, dando-nos a esperança que ela nos trará a alegria e a paz que até agora não havíamos achado.
Num certo momento, vimos que tudo está como não era antes.
Achamos o que menos desejávamos:
A Solidão.
A Solidão é assim:
em certos momentos nos traz a paz em estarmos só, mas em outros, nos traz arrepios e calafrios em estarmos inseguros, sem ninguém para nos proteger.
O Anjo veda nossos olhos com uma faixa negra e nos põe em um quarto, onde as paredes são repletas de espinhos e nos faz incapazes, transformando-nos em pessoas frias e inúteis.
A única maneira de nos livrarmos dela, é apenas descruzarmos os braços e arrancar com toda ferocidade o que nos cega, é termos coragem para enfrentar o obscuro.
Só assim conseguiremos ver que nas paredes, além de espinhos, haviam flores, lindas flores, e que no outro lado daquela faixa negra, o anjo havia escrito que a felicidade só dependeria de mim, só dependeria do meu amor.
Por Briscio Dória
Num certo momento, vimos que tudo está como não era antes.
Achamos o que menos desejávamos:
A Solidão.
A Solidão é assim:
em certos momentos nos traz a paz em estarmos só, mas em outros, nos traz arrepios e calafrios em estarmos inseguros, sem ninguém para nos proteger.
O Anjo veda nossos olhos com uma faixa negra e nos põe em um quarto, onde as paredes são repletas de espinhos e nos faz incapazes, transformando-nos em pessoas frias e inúteis.
A única maneira de nos livrarmos dela, é apenas descruzarmos os braços e arrancar com toda ferocidade o que nos cega, é termos coragem para enfrentar o obscuro.
Só assim conseguiremos ver que nas paredes, além de espinhos, haviam flores, lindas flores, e que no outro lado daquela faixa negra, o anjo havia escrito que a felicidade só dependeria de mim, só dependeria do meu amor.
Por Briscio Dória
Você
Você, que há tanto tempo eu conhecia, e, no entanto, nem amizade existia de repente a amizade, talvez o amor, e, nessa mistura de sentimentos, nos olhamos, nos confidenciamos; deixamos viver, somente a amizade.
Você, que por qual motivo não sei chegou, fazendo-me sentir saudades, dominando, fascinando, numa importância tamanha, que gostar é pouco, palavras também, para definirem, o que nem um poema pode explicar.
Você, que me confunde, me transtorna, e com a mesma intensidade, alivia, olhando-me insinuante, envolve-me: deixando um silêncio enorme em nossos corações.
Você, com sua amizade, sua ternura, nos reforça, nos une, tornando cada vez mais difícil a convivência, não sabendo quando é amor, não sabendo quando é amizade, ou se sempre estão juntos.
Você, que um dia me abraçou, beijou-me, querendo por um tempo a meu lado ficar e desfrutar o momento, onde o seu olhar percorre o meu corpo, e, sua mão tocar-me numa pureza tão divina, quanto o próprio carinho que nos envolvia.
Você, que depois de ler e entender a profundidade existente, o porquê de sentirmos atraídos, o medo do que possam pensar, talvez encontre a resposta, pensando nos momentos que poderemos estar juntos, momentos que com certeza adoramos.
Eu
Por Autor Desconhecido
Você, que por qual motivo não sei chegou, fazendo-me sentir saudades, dominando, fascinando, numa importância tamanha, que gostar é pouco, palavras também, para definirem, o que nem um poema pode explicar.
Você, que me confunde, me transtorna, e com a mesma intensidade, alivia, olhando-me insinuante, envolve-me: deixando um silêncio enorme em nossos corações.
Você, com sua amizade, sua ternura, nos reforça, nos une, tornando cada vez mais difícil a convivência, não sabendo quando é amor, não sabendo quando é amizade, ou se sempre estão juntos.
Você, que um dia me abraçou, beijou-me, querendo por um tempo a meu lado ficar e desfrutar o momento, onde o seu olhar percorre o meu corpo, e, sua mão tocar-me numa pureza tão divina, quanto o próprio carinho que nos envolvia.
Você, que depois de ler e entender a profundidade existente, o porquê de sentirmos atraídos, o medo do que possam pensar, talvez encontre a resposta, pensando nos momentos que poderemos estar juntos, momentos que com certeza adoramos.
Eu
Por Autor Desconhecido
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